30/11/2011

:: Das necessidades de ir atrás dos seus amores

São manias? Costumes? Gostos?

É você.

Você e sua escolhas.

Você é o que você faz?

Basicamente sim, e o bom é quando isso corresponde também ao que você pensa.

Se você chegou até aqui e percebeu que pensa e faz coisas totalmente diferentes, pode parar de ler, esse texto não é pra você.

Mas se você é do tipo que pensa e que faz o que pensa (quase sempre), go ahead.


E quando a gente associa o que gosta a uma pessoa?

Aí a gente só se vê fazendo aquilo com ela...

Aí se um dia ela não estiver mais ali, não faz mais sentido fazer, né assim mesmo?

E aí, quando você menos perceber estará às margens de você mesmo.

Deixando para trás pedaços importantes que te fizeram ser exatamente do seu jeitinho.

E aí, quem é você mesmo?


Sei que exorcizar uma pessoa não é nada fácil.

Muitas vezes precisamos dar um tempo em tudo que lembra ela.

Mas e depois?

Como tocar a vida?

Vivendo uma que não tem nada a ver com você?


Já deixei de viajar, de pintar (isso mesmo, eu pintava quadros, painés...), já deixei de passar carnavais em Salvador, deixei de fazer cursos, deixei de pegar trabalhos, deixei de decorar a casa no final de ano, deixei de ir a lugares, deixei de sair com pessoas... deixei... deixei... deixei eu mesma na beira de vários caminhos.

Voltei pra buscar, aviso...

Voltei.


Há uns anos comecei esse exercício de resgate.

Engraçado é voltar pra resgatar a si mesmo, mas foi...

E digo, sem medo de errar, estou muito mais perto de mim, do que sou, do que gosto e da forma como de fato quero viver.


Você é o que você faz.

Suas escolhas.

Vai desistir delas?

Corra atrás de você, rapá.

Largue tudo e volte pra esse seu grande amor: você.


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17/11/2011

.: Dos novos rumos


Essa coisa da vida toda certinha e planejada abandonei faz tempo.
Inclusive porque me vejo hoje fazendo coisas que criticava ferozmente.
Me arrependo de algumas delas, inclusive.
Mas hoje posso escrever verdadeiros tratados sobre o quanto são ruins.
Noutros casos gostei de ter feito e mordi a língua.
Fui feliz ousando, descobrindo Marcelas dentro da Marcela.
Duas em uma e até mais, sou tantas... plural dos tempos, dos anos que me fizeram mulher.

A inércia é que me destrói.
O só ter um caminho é que me desqualifica.
O não ter opção é o que me subtrai a própria alma.
Se a vida me bota um cabresto, daí me perco numa visão que é única e limitada e que não me interessa.

Construo pontes, viajo em barcos, cavo túneis, reinvento qualquer caminho.
Contato que ele vire vários.
Contato que eu sinta que sou sujeito e predicado das frases que eu mesma construo.
Contato que me veja como comandante dessa embarcação chamada vida.
Aí saberei que erros e acertos são conseqüência das minhas escolhas.
E aí, com o poder de decidir como viver cada minuto, simplesmente vivo.
De verdade.
E sigo, multiplicando meus caminhos prum horizonte que se chama felicidade.

11/11/2011

.: Dos medos


Tenho medo que minha fé não seja suficiente.
Medo da saudade do que não volta mais.
Tenho medo de me achar feia.
Medo de me sentir só por muito tempo.
Tenho medo de refeições com um único prato na mesa.
Medo de querer que o tempo passe.
Tenho medo do frio sem abraço.
Medo de me sentir inferior muitas vezes.
Tenho medo de querer ser forte o tempo todo.
Medo de ser fraca por tempo demais.
Tenho medo de não pedir desculpas.
Medo de errar muito.
Tenho medo de parecer impossível.
Medo de não ser notada.
E tenho medo, muito medo, de não chorar.
Porque aí vou achar que tudo isso é normal.

17/08/2011

.: "E assim chegar e partir são só dois lados da mesma viagem.




Há alguns eu estava casada pela primeira vez. A vida estava definida, filhos planejados, futuro projetado. Passados esses anos, estou eu aqui 10 anos mais velha, com um novo casamento e uma nova separação no curriculum. Muitas vezes me pego nos trilhos dessa vida simplesmente sorrindo, vivendo esse hoje não planejado, mas que está se saindo muito melhor do que sonhei um dia.

Me vejo fazendo coisas que jamais pensaria em fazer naquela época em que começava meus ensaios para uma vida a dois. E sabe? Tenho verdadeiro orgulho de ter tocado essa vida sem desistir de ser feliz. Dando os stops necessarios, sofrendo, me sentido só, recomeçando e simplesmente entendendo um amanhecer como uma nova chance.

Acredito ter me tornado mais minha depois de tudo isso. E acredito também que tenha compreendido que o mais importante nem é o tal "ficar junto", mas sim o "estar junto". E isso me salva muitas vezes, sobretudo naquelas em que eu me pego longe de casa.

Quais são as coisas que você carrega consigo na bagagem não importa para onde vá ou onde esteja? Tudo aquilo que você ama, verdadeiramente. Tudo aquilo que te faz não se sentir só, mesmo estando só. Abraços, sorrisos, olhares de amor...

Ando aqui pela Paulista sabendo que tenho para onde e para quem(s) voltar. Cantos seguros para viver ou morrer em paz. E sei que sigo na direção certa, meu sorriso bobo me diz isso... E por isso mesmo aqui estou eu, sujeito e predicado de frases que construo com emoção e razão (exatamente nessa ordem), muito, muito, muito mais perto de ser feliz.

Às vezes é preciso partir.
Às vezes é preciso chegar.
Em todas elas mora a coragem e o amor. Por si próprio.

Todos com Deus.

27/07/2011

.: Amor ou feijão com arroz?


Esses últimos dias tenho acompanhado alguns desencontros do amor.
Tudo muito inspirado naquela nova desgraça a que chamam de música:
"Traição é traição, romance é romance, amor é amor e um lance é um lance."
E aí a confusão começa quando um lado sabe que quer uma coisa e "esquece" de avisar ao outro a que veio.
E aí (2) romance vira traição e amor vira lance, ou vice-versa, como queiram.

O fato é que desde que inventaram essa coisa de "ficar ficando", as pessoas andam se protegendo dos relacionamentos, ou melhor, dos compromissos.
Compromisso com o cuidar do outro, com o respeitar o outro e muitas vezes com o respeitar a si mesmo.
Trocam amor pelo feijão com arroz de estar momentaneamente com alguém.

Não sou nada santa, se eu disser que nunca fiquei com ninguém, já já aparece algum comentarista para acabar com a minha festa.
Já o fiz.
Foi uma merda, por sinal.
Uma merda porque não gera intimidade, não gera cumplicidade e quase sempre no final das contas alguém se magoa.

Sou uma nega pra namorar.
Não pretendo fugir disso aos 34 anos de idade, depois de 2 casamentos, onde eu sei - pelo menos - o que eu não quero.
Não quero ter do meu lado um bostinha qualquer que hoje tá comigo e amanhã com outra.
Não quero dividir as horas da minha vida numa relação vazia e unilateral, colocando sentimento onde não existe reciprocidade.
Não quero entrar na estatística de seu ninguém, se for pra alguma estatística ser melhorada, que seja a minha!
E quero - menos ainda - apresentar Zetta a qualquer pessoa!!! (mãe beagle falando mais alto)

Mas acho graça quem fica por aí se pegando, viu?
Acho mais graça ainda quando o pegador ou a pegadora se apaixona JUSTAMENTE por um alguém que não tá nem "tchuim" pra ele(a).
São as coisas da vida... e é bem feito pra você aí, pegador ou pegadora... O amor te pegando de jeito (ou tás pensando que só tu pega?) e tu entrando pra o bloco dos com dor de cotovelo...

E aí, meus caros, só me resta encerrar essa homenagem a pegação (ou não) melhorando de vez o nível dessa birosca que começou com "Um pente é um pente - Hawaianos".

" Carlos que amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava..."
(Flor da idade - Chico Buarque de Holanda)

17/07/2011

.: Meu estado: desperdiçando sentimento



"E é tão bonito quando a gente vai à vida nos caminhos onde bate bem mais forte o coração."
(Gonzaguinha)

Essa é minha escolha de vida: fazer o coração bater mais forte.
Sou assim no trabalho, no amor, na família, com os amigos, com Zetta...
Posso errar em muitas coisas, mas falta de sentimento não é uma delas.
Sou até sensível demais e quando gosto, gosto valendo.
A grande questão é que isso só gratifica quando a alma dá e recebe amor.
Quando a gente só dá ou quando a gente só recebe, nada se eleva em nós.
Muita gente defende que amar é até melhor do que ser amado, eu discordo.
Inclusive acho essa conversa muito peculiar aos frustrados e desistentes de plantão.

Sempre que me vejo numa história desarrumada, ligo o alerta, mostro que há algo errado na relação.
Quem quiser que arme a sua barraca da infelicidade e ache que isso é o que merece da vida.
Mas, primeiro, deixe de ser estúpido que ninguém veio ao mundo pra ser infeliz.
E segundo, largue da sua mania de perseguição e realize mais do que reclame, talvez as coisas comecem até a acontecer.
De toda forma, o fato é que nem sempre do outro lado alguém tá a fim de arrumar nada.
Muitas vezes esse alerta é o início do fim.
E a gente nunca vai tá preparado pra isso, sobretudo quando a relação se vai antes do sentimento.

E aí, com o passar do tempo, você se sente exatamente como me sinto agora: o mundo todinho aí em frente aos meus olhos e eu aqui, desperdiçando sentimento.
Mas, sempre que paro pra pensar nisso, entendo também que as coisas importantes da minha vida, deixam rastro.
E eu quero que deixem!
Não quero que as pessoas entrem e saiam de mim de qualquer jeito.
Então, na verdade, eu sinto o que queria sentir mesmo: saudade do que não volta mais.

Sou mais de chegadas do que de partidas.
É da minha essência abrir meu coração e deixar que as pessoas caminhem com os pés descalços.
Não penso em mudar isso.
Penso em seguir em frente, transformando a dor de cotovelo em energia positiva.

Isso acontece sempre que a gente tem saudade de ser o que éramos quando estávamos amando e sendo amados.
E no fundo, parte dessa enorme saudade nem é de uma outra pessoa, é do que sentíamos ao estar com ela.
A saudade é de nós mesmo, sendo felizes.

.

"Que eu tô voltando pra casa..."

Depois de mais um ano, volto a escrever.
Tive saudades desse canto, mas ele ficou em último lugar numa lista de pendências sempre muito urgentes.
O mais engraçado é que essa lista eu mesma faço.
E a fiz de modo a perder parte do que me deixava feliz, mais leve.
Seja como for, tenho mais de 1 ano de "causos" pra sair contando em palavras que viram frases que viram texto.
Daqui, recomeço.

(agradecimento a @dremaciel que me fez lembrar que isso aqui existe)